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O VERDADEIRO LUXO É EXISTIR SEM PEDIR PERMISSÃO

O VERDADEIRO LUXO É EXISTIR SEM PEDIR PERMISSÃO

Falar de moda, hoje, é falar de liberdade. Durante muito tempo, determinados corpos foram escondidos, estéticas foram corrigidas e a expressão pessoal foi empurrada para dentro de regras não escritas. Ainda assim, a moda encontrou sempre brechas por onde passar: alargou fronteiras, abriu espaço para outras narrativas e tornou-se mais plural. O que antes era privilégio de poucos, hoje começa a refletir muitos, com rostos, histórias e identidades que finalmente se vêem.

Apesar disso, a relação com o próprio corpo continua frágil. Há padrões antigos que permanecem, frases que ouvimos em casa e na rua, ideias rígidas sobre beleza e criatividade que se vão repetindo quase sem darmos por isso. A moda avança, mas o olhar que cada um lança a si próprio nem sempre acompanha o mesmo ritmo.

O verdadeiro luxo, neste contexto, não está na etiqueta da roupa. Está em existir sem pedir permissão. Habitar o próprio corpo com intenção. Aceitar a própria estética sem precisar de confirmação externa. Entender que pertencer não é ser igual, é estar inteiro. Quando vivida com consciência, a moda deixa de ser comparação e passa a ser afirmação. No fim, não se trata de impressionar nem de caber em nenhum molde. Trata-se de presença. De ter coragem para romper limites internos, experimentar, criar referências próprias e sustentar quem se é, por dentro e por fora. Antes de vestir o mundo, é preciso reconhecer o lugar que se ocupa dentro dele.

Por: Petra Arianne